domingo, 12 de agosto de 2012

Formação da Terra e os seres vivos


Vários estudos indicam que a Terra tem idade estimada entre 4,5 a 5,0 bilhões de anos.

Ao longo do seu processo de formação, o planeta assumiu diferentes características em consistência e, sobretudo, em temperatura, houve períodos com temperaturas extremamente elevadas e em outros, com baixas médias térmicas.

Os eventos abaixo nos ajudam a entender esse processo:


1º evento: Formação da Terra há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, nesse período o planeta era extremamente quente equivalente a uma imensa bola de fogo, não abrigando nem uma forma de vida. 

2º evento: Passados milhões de anos após a formação do planeta, a Terra entrou em um processo de resfriamento gradativo, essa alteração originou uma estreita camada de rocha em toda a Terra (crosta). 

3º evento: Com as mudanças ocorridas na temperatura do planeta, que foi se resfriando, foi expelida do interior da Terra uma imensa quantidade de gases e vapor de água. Esse processo fez com que os gases formassem a atmosfera e o vapor de água favoreceu o surgimento das primeiras precipitações, um longo tempo de chuva ocasionou a formação dos oceanos primitivos, que possuíam cerca de 20 cm de profundidade. 

4º evento: A formação dos oceanos foi fundamental para o surgimento da vida no planeta, pois a origem da vida veio dos seres aquáticos. Dessa forma surgiram primeiramente no planeta as bactérias e algas, além de microrganismos, isso há cerca de 3 bilhões e 500 milhões de anos. 

5º evento: Essas primeiras formas de vida foram importantes para o surgimento de outros seres. Surgiram então, oriundos dos microrganismos, os invertebrados dentre eles medusas, trilobitas, caracóis e estrela-do-mar, além disso, desenvolveram plantas tais como as algas verdes, todos os seres vivos desse momento habitavam ambientes marinhos. 

6º evento: Pouco tempo depois algumas espécies de plantas marinhas desenvolveram a capacidade de se adaptar fora do ambiente aquático migrando para áreas continentais, dando origem às primeiras plantas terrestres. 

7º evento: Os animais terrestres tiveram sua origem a partir do momento que algumas espécies de peixes saíram da água dando origem aos anfíbios e posteriormente aos répteis. Houve um tempo no qual o planeta Terra ficou povoado por grandes répteis denominados de dinossauros, esse ficou caracterizado como o Período Jurássico. O período permiano deu origem às plantas com flores e os mamíferos. Os grandes répteis foram extintos há 70 milhões de anos. 

8º evento: Há aproximadamente 65 milhões de anos teve início a formação das grandes cadeias de montanhas como o Himalaia e os Alpes. Os animais como os mamíferos e as aves proliferaram por todo o planeta, a atmosfera já possuía as mesmas características atuais. 





9º evento: Há aproximadamente 4 milhões de anos surgiram os ancestrais dos seres humanos, o planeta a partir de então entrou em períodos de muito frio ocasionados pelo crescimento das geleiras, no entanto, há 11 mil anos as geleiras se fixaram nas zonas polares. 

Veja também:

Crosta. Camada superficial da parte sólida do globo, cuja espessura varia de 50km sob as mais altas cadeias de montanhas. Existem dois tipos de crosta:a crosta oceânica, jovem, de pouca espessura, densa e constituída por rochas basálticas, abrangendo 65% da superfície da Terra; e a crosta continental mais antiga, espessa e menos densa, correspondente a 35% da superfície da Terra.

        Manto. Camada sobretudo sólida, com 2900km de espessura. Densidade média:3-4,5 vezes a da água. Temperatura 700-1800°C. Composto em grande parte por uma rocha chamada periodotito de granada. As correntes de convecção numa zona parcialmente em estado de fusão sobre o manto fornecem a força impulsora para a deriva continental.Embora sólido, o resto do manto também se move em lentas correntes.

       Núcleo. Inicia a 2900km de profundidade.Diãmetro total 6.900km. Composto essencialmente de ferro, níquel e uma quantidade menor de um elemento mais leve -talvês o enxofre. O núcleo se divide em:

       Núcleo externo. Camada líquida de 2.100km de espessura

       Núcleo interno. Camada sólida de 2.700km de diâmetro, que se supões girar a uma velocidade diferente da do resto da Terra. A temperatura no centro é estimada em 4.000-5.000°C.

Campo magnético da Terra - A Terra tem um poderoso campo magnético, semelhante a uma gigantesca barra de ímã situada ao centro. O campo é criado por interações entre movimentos no núcleo externo líquido e a rotação da Terra que, juntos, funcionam como um dínamo natural, gerando eletricidade e, em consequência, um campo magnético.

O campo magnético da Terra não é fixo. No momento, forma um ângulo de cerca de 11 grau com o eixo em torno do qual gira o planeta, de modo que os polos magnéticos da terra não coincidem exatamente com seus polos geográficos. Porém, essa posição muda ligeiramente com o tempo; atualmente se move em direção ao polo geográfico a uma proporção de 11km por ano.

A polaridade do campo também se inverte a intervalos de aproximadamente 1 milhão de anos, de modo que o norte magnético se torna sul e vice-versa. Essas inversões seguramente se devem aos movimentos líquidos do núcleo externo.

Fato: Um novo assoalho vem se formando nas dorsais meso-oceânicas a uma proporção de 3,5km por ano.

Placas tectônicas - A crosta terrestre e o manto superior(em conjunto denominados de litosfera) dividem-se em segmentos rígidos encaixados, ou placas, que estão em constante movimento em relação um ao outro. O movimento é dirigido pelas correntes de convecção no mando. As placas arrastam os continentes e delimitam os oceanos, embora suas margens não necessariamente coincidam com os limites dos continentes. Elas são criadas e destruídas ao longo de fronteiras construtivas ao longo de fronteiras construtivas e convergentes.

       Fronteiras construtivas. Ocorrem nas dorsais meso-oceânicas. O magma sobre o manto e as placas são forçadas a afastar-se, acrescentando durante o processo novo material ao longo de suas margens. A Dorsal mesoatlântica é um importante exemplo. Nas dorsais meso-oceânicas as placas afastam-se em média 15cm  por ano.

        Fronteiras conservativas. Duas placas deslizam em sentidos opostos. Suas fronteiras não são criadas nem destruídas, transformando-se em uma falha. São caracterizadas pela atividade sísmica. A Falha de Santo André, na Califórnia, é um exemplo de fronteira conservativa.

        Placas: Placa do Pacífico, Placa do Caribe, Placa Norte Americana, Placa Eurasiática, Placa dos Cocos, Placa Africana, Placa Arábica, Placa Filipina, Placa Nazca, Placa Indo-australiana, Placa Sul-americana, Placa Antártica.

Fronteiras convergentes - Ocorrem quando duas placas colidem. Há três tipos identificados:

       Continental/oceânica. Uma densa camada oceânica afunda sob a crosta continental e mergulha no manto, onde se funde, desencadeando vulcões e terremotos. Os sedimentos nas fronteiras das placas são dobrados e projetados para cima. Os Andes são um exemplo deste tipo de margem.
       Continental/continental
       Placas que, arrastando continentes ou ilhas, colidem. As margens das placas são impelidas para cima e provocam terremotos, vulcanismo e as principais cadeias de montanhas. O Himalaia resultou de uma colisão entre as placas asiática e indiana, quando o fundo oceânico se dobrou, dando origem à cadeia.
       Oceânica/oceânica
       Uma placa oceânica é forçada a mergulhar sob a outra. O magma que sobe, em consequência do derretimento da placa descendente, cria diversas ilhas vulcânicas, dispostas em forma de arco, como o Japão ou as Aleutas.

Um mundo em movimento - A posição dos continentes não é fixa. No decorrer do tempo geológico, eles vêm sendo criados e destruídos; unidos e separados.

       Há 250 milhos de anos. Os continentes se uniram e formaram uma grande massa de terra chamada Pangéia, do grego "a terra inteira".

       Há 135 milhões de anos. Pangéia se dividiu em Laurásia ao norte(América do Norte e Eurásia) e Gondwana, no sul(Africa do Sul, Austália, Índia e Antártica)

       Atualidade. O Atlântico está se expandindo e um novo limite de placa construtiva parece formar-se ao longo da Grande Fossa Africana, mas isso não pode ocorrer
       O futuro. Se os movimentos atuais prosseguirem, o Atlântico se alargará; a África colidirá com a Europa; a Austrália com o Sudeste Asiático; e a Califórnia deslizará para o norte.



Desafio:


1 - "Em 1883, a violenta erupção do vulcão indonésio de "Krakatoa" riscou do mapa a ilha que o abrigava e deixou em seu rastro 36 mil mortos e uma cratera aberta no fundo do mar. Os efeitos da explosão foram sentidos até na França; barômetros em Bogotá e Washington enlouqueceram; corpos foram dar na costa da África; o estouro foi ouvido na Austrália e na Índia."

(Simon Winchester. "Krakatoa - o dia em que o mundo explodiu". São Paulo: Objetiva, contracapa, 2003).

Explique por que no sudeste da Ásia, onde se localiza a Indonésia, há ocorrência de vulcões, diferentemente do que ocorre no território brasileiro.

2 - No dia 26 de dezembro de 2004, logo após o natal, a região indo-asiática, mais particularmente Sumatra, foi assolada por um tsunami que atingiu três continentes e 12 países. Estimou-se o número de 163 mil mortos apenas na ação direta do tsunami e calculou-se que o número total de mortes tenha chegado a 300 mil, contando as vítimas de epidemias, como a cólera, o tifo, etc.

(Adaptado de Paulo Roberto de Moraes, "É possível prever as ondas do horror?". Mundo em Fúria, ano 1, n. 1, 2005, p. 22-23).
Explique os principais mecanismos que atuam na formação de um tsunami. 

3 - Observe a imagem a seguir.



O relevo terrestre é resultado da ação de agentes internos da litosfera, responsáveis pela sua estrutura, e de agentes externos, que definem sua forma. Com base nessas informações e na interpretação da imagem, explique como esses agentes atuaram, ao longo do tempo, na constituição da forma de relevo, conforme a foto apresentada.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Filmes sugeridos para o vestibular 2013


Foi lançado pela UPE uma proposta de abordagem de filmes no vestibular 2013. Segue abaixo alguns filmes sugeridos para debate:

- Carlota Joaquina, princesa do Brasil
- O Nome da Rosa
- Caramuru – A invenção do Brasil
- Narradores de Javé
- Memórias Póstumas
- Sociedade dos Poetas Mortos
- Guerra de Canudos
- Meia-Noite em Paris
- Baile Perfumado
- Diários de Motocicleta
- A Hora da Estrela
- O Auto da Compadecida

sábado, 14 de julho de 2012

Estamos participando do Prêmio Top Blog 2012

A votação do primeiro turno inicia às 14h!


Instruções para votar:

- Clique no banner do top blog 2012 conforme o modelo abaixo:



- Preencha o formulário com informações básicas e vote;

- Entre na sua caixa de e-mails para confirmar o voto. Você receberá uma mensagem da organização do evento solicitando a confirmação do voto (esse procedimento visa eliminar fraudes na votação).

*Seu voto só será validado depois da confirmação que só poderá ser feita na sua caixa de entrada.

Agradecemos, desde já, pelo seu voto.

Prof. Me. Valdemir França

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Datas históricas: 11 de julho de 1967


Em 11 de julho de 1967, partiu do Rio de Janeiro o primeiro grupamento do Projeto Rondon. Inspirado na trajetória de Cândido Mariano Rondon, o projeto mobilizou, entre 1967 e 1989, quase 400 mil professores e universitários. Os grupos percorreram diversas regiões do Brasil, tentando auxiliar pessoas carentes.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Cientistas descobrem partícula subatômica inédita

Cientistas anunciaram nesta quarta-feira (4) a observação de uma partícula subatômica inédita até então. Eles veem fortes indícios de que se trate do “bóson de Higgs”, a “partícula de Deus”, única partícula prevista pela teoria vigente da física que ainda não tinha sido detectada em laboratórios, e que vinha sendo perseguida ao longo das últimas décadas.

Pela teoria, o bóson de Higgs teria dado origem à massa de todas as outras partículas. Se sua existência for confirmada, portanto, é um passo importante da ciência na compreensão da origem do Universo. Se ele não existisse, a teoria vigente deixaria de fazer sentido, e seria preciso elaborar novos modelos para substituí-la.

“Eu não tenho muita dúvida de que, na física de partículas, é o evento mais importante dos últimos 30 anos”, afirmou Sérgio Novaes, pesquisador da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), que faz parte da colaboração CMS. "Eu acho que é um momento histórico que a gente está vivendo", completou.

Apesar do grande impacto na física teórica, a descoberta ainda não representa um avanço direcionado a nenhum campo específico da tecnologia.

'Partícula de Deus'

 O “bóson de Higgs” ganhou o apelido de “partícula de Deus” em 1993, depois que o físico Leon Lederman, ganhador do Nobel de 1988, publicou o livro “The God Particle” (literalmente “a partícula de Deus”, em inglês), voltado a explicar toda a teoria em volta do bóson de Higgs para o público leigo. Ainda não há edição desse livro em português.

A nova partícula tem características “consistentes” com o bóson de Higgs, mas os físicos ainda não afirmam com certeza que se trate da “partícula de Deus”. Para isso, eles vão coletar novos dados para observar se a partícula se comporta com as características esperadas do bóson de Higgs.

Maior máquina do mundo

 O anúncio foi feito em Genebra, na Suíça, sede do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês). As conclusões foram baseadas em dados obtidos no Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), acelerador de partículas construído pelo Cern ao longo de 27 quilômetros debaixo da terra, na fronteira entre a França e a Suíça.

Essa máquina, considerada a mais poderosa do mundo, foi construída especificamente para estudos de física de partículas, e a descoberta desta quarta é a mais importante que já foi feita lá até o momento.

Dois resultados, uma conclusão

 A descoberta foi confirmada por especialistas do CMS e do Atlas, dois grupos de pesquisa independentes que fazem uso do LHC. Apesar de usarem o mesmo acelerador de partículas, as duas colaborações científicas trabalham com detectores diferentes e seus resultados são paralelos. Os resultados antecipados hoje ainda serão publicados em revistas científicas.

Os cientistas medem a massa das partículas como se fosse energia. Isso porque toda massa tem uma equivalência em energia. Se você calcula uma, tem o valor das duas. A unidade de medida usada é o gigaelétron-volt, ou "GeV".

No anúncio, o CMS disse que observou um “novo bóson com a massa de 125,3 GeV” – com margem de erro de 0,6 GeV para mais ou para menos – “em 4,9 sigmas de significância”. Esses “sigmas” medem a probabilidade dos resultados obtidos. O valor de 4,9 sigmas representa uma chance menor que um em 1 milhão de que os resultados sejam mera coincidência. Por isso, os cientistas consideram esse número como uma confirmação da descoberta.

Paralelamente, o grupo Atlas afirmou que “exclui a não-existência de uma partícula com a massa de 126,5 GeV, com a probabilidade de 5 sigmas”. A pequena diferença entre os números dos dois grupos -- de 125,3 GeV para 126,5 GeV -- não é considerada significativa pelos físicos.

Em 2011, pesquisadores dos dois grupos de pesquisa do Cern já haviam “encurralado” o bóson de Higgs, quando identificaram a faixa em que encontrariam a partícula – a massa estaria entre 115 GeV e 130 GeV.

Na última segunda, pesquisadores norte-americanos também tinham encontrado “forte evidência” da existência da partícula, em experiências com um acelerador próprio, o Tevatron.

Decaimento

 Um dos motivos pelos quais é tão difícil detectar o bóson de Higgs é a sua instabilidade. Essa partícula dura muito pouco tempo e rapidamente se transforma – decai, no jargão científico – em outras. Para encontrar a nova partícula anunciada nesta quarta, eles estudaram o resultado destes decaimentos.

Tanto o CMS quanto Atlas concentraram seus esforços em duas partículas específicas: os fótons, que é como a luz se manifesta, e os bósons Z, que medeiam a chamada força fraca. O resultado foi suficiente para identificar a existência de uma partícula inédita, mas não para caracterizá-la em detalhes.

Para confirmar se o bóson descoberto é mesmo a “partícula de Deus”, será necessário estudar a fundo os decaimentos. O Modelo Padrão – conjunto de teorias mais aceito para explicar as interações da natureza e as partículas fundamentais que constituem a matéria – prevê o decaimento do bóson de Higgs em diferentes partículas, cada uma em determinada quantidade.

O próximo passo dos cientistas é testar os vários decaimentos decorrentes dessa partícula. Se os resultados continuarem sendo coerentes com o Modelo Padrão, será confirmado que ela é mesmo o bóson de Higgs.

Caso haja divergências, pode ser que explicações teóricas alternativas sejam adotadas. Já existe uma, chamada de supersimetria, que faz adendos ao Modelo Padrão e prevê a existência de vários bósons de Higgs com pequenas divergências entre si. Enquanto estas experiências não mostrarem resultados, é impossível afirmar qual dos modelos se adéqua melhor à natureza.

Cientistas brasileiros envolvidos na pesquisa do Cern falaram ao G1 e relatam 'clima de festa'. "Tinha uma fila que eu nunca vi no Cern. Estava todo mundo empolgado", relatou Denis Oliveira Damazio, contratado pelo Laboratório Nacional de Brookhaven, nos Estados Unidos, que trabalha na sede do centro suíço.

Tadeu Meniconi
Do G1, em São Paulo

segunda-feira, 2 de julho de 2012

SE LIGA! (Inscrições para SSA/UPE)





A partir desta segunda-feira (02/07), a Universidade de Pernambuco (UPE) inicia o período de inscrições para o seu Sistema Seriado de Avaliação (SSA), que devem ser feitas, exclusivamente, pela internet, através do endereço eletrônico http://processodeingresso.upe.pe.gov.br. O candidato deve cadastrar um endereço de e-mail válido para receber as informações e atualizações de todo o processo.