sábado, 3 de março de 2012

Primeira Guerra Mundial ( Partes 21 a 40)





















Primeira Guerra Mundial ( Partes 11 a 20)











Darwinismo social

O século XIX foi marcado pelo desenvolvimento do conhecimento científico. A busca por novas tecnologias, alavancada pela Revolução Industrial, fez com que os estudiosos se multiplicassem nas mais variadas áreas do conhecimento. Nessa época, várias academias e associações voltadas para o “progresso da ciência” reconheciam a figura dos cientistas e colocavam os mesmos como importantes agentes de transformação social.

No ano de 1859, um estudioso chamado Charles Darwin transformou uma longa caminhada de viagens, anotações e análises no livro “A origem das espécies”. Nas páginas daquela obra revolucionária nascia a teoria evolutiva, o mais novo progresso galgado pela ciência da época. Negando as justificativas religiosas vigentes, Darwin apontou que a constituição dos seres vivos é fruto de um longo e ininterrupto processo de transformação e adaptação ao ambiente.

Polêmicas à parte, Darwin expôs que as espécies se transformavam a partir de uma seleção em que características mais adaptadas a um ambiente se tornavam predominantes. Com isso, os organismos que melhor se adaptavam a um meio poderiam sobreviver através do repasse de tais mudanças aos seus descendentes. Em contrapartida, os seres vivos que não apresentavam as mesmas capacidades acabavam fadados à extinção.

Com o passar do tempo, observamos que as noções trabalhadas por Darwin acabaram não se restringindo ao campo das ciências biológicas. Pensadores sociais começaram a transferir os conceitos de evolução e adaptação para a compreensão das civilizações e demais práticas sociais. A partir de então o chamado “darwinismo social” nasceu desenvolvendo a ideia de que algumas sociedades e civilizações eram dotadas de valores que as colocavam em condição superior às demais.

Na prática, essa afirmativa acaba sugerindo que a cultura e a tecnologia dos europeus eram provas vivas de que seus integrantes ocupavam o topo da civilização e da evolução humana. Em contrapartida, povos de outras regiões (como África e Ásia) não compartilhavam das mesmas capacidades e, por tal razão, estariam em uma situação inferior ou mais próxima das sociedades primitivas.

A divulgação dessas teorias serviu como base de sustentação para que as grandes potências capitalistas promovessem o neocolonialismo no espaço afro-asiático. Em suma, a ocupação desses lugares era colocada como uma benfeitoria, uma oportunidade de tirar aquelas sociedades de seu estado “primitivo”. Por outro, observamos que o darwinismo social acabou inspirando os movimentos nacionalistas, que elaboravam toda uma justificativa capaz de conferir a superioridade de um povo ou nação.

De fato, o darwinismo social criou métodos de compreensão da cultura impregnados de equívocos e preconceitos. Na verdade, ao falar de evolução, Darwin não trabalhava com uma teoria vinculada ao choque binário entre superioridade e inferioridade. Sendo uma experiência dinâmica, a evolução darwiniana acreditava que as características que determinavam a “superioridade” de uma espécie poderiam não ter serventia alguma em outros ambientes prováveis.

Com isso, podemos concluir que as sociedades africanas e asiáticas nunca precisaram necessariamente dos valores e invenções oferecidas pelo mundo ocidental. Isso, claro, não significa dizer que o contato entre essas culturas fora desastroso ou marcado apenas por desdobramentos negativos. Entretanto, as imposições da Europa “superior” a esses povos “inferiores” acabaram trilhando uma série de graves problemas de ordem, política, social e econômica.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Introdução a Geografia - 1º ano


DEFINIÇÃO – Geografia é a ciência que se ocupa da descrição e do estudo das inter-relações do homem com o espaço.

Sua participação no processo evolutivo das antigas civilizações ajudou a plantar as bases de conhecimentos que são perpetuados até os dias atuais e por isso, seu valor como ciência não pode ser descartado.

Com base na influência que o homem produz sobre o espaço, podemos chegar às seguintes divisões:

1ª Natureza – corresponde ao espaço natural intocado pelo homem (cada vez mais raro);

2ª Natureza – pode ser entendida como sendo o espaço modificado pelas ações humanas (Espaço geográfico).

O estudo da geografia requer a manipulação dos seguintes recursos:

Lugar – porção espacial em que nós estabelecemos relações cotidianas;

Território – normalmente estão relacionados com poderes estabelecidos. Contudo, pode ser considerado território inclusive, onde o poder é imposto pela força;

Paisagem – pode ser entendido como paisagem tudo aquilo que vemos e sentimos, ou seja, que está na dimensão dos nossos sentidos;

Região – são áreas que se diferenciam do seu entorno por uma ou mais particularidades.

Evolução da Geografia        Idade Antiga 4200 a.C. a 476 d.C. Egito Grécia

Tales de Mileto (624-546 a.C) – Introduziu na Grécia os fundamentos da geometria e da astronomia. Para ele a origem de todas as coisas estava no elemento água.
Anaximandro de Mileto (610 a.C.- 547 a.C.) foi discípulo de Tales. Assim como seu mestre, procurou compreender o princípio (arkhé) que origina toda a realidade. Primeiro a traçar o mapa mundi da época.
Aristóteles de Estagira, (384 a.C. – 322 a.C.) filósofo grego, um dos maiores pensadores de todos os tempos. Primeiro a ganhar crédito ao conceituar a esfericidade da terra.
Heráclides de Pontus (388 – 315 a.C) propôs que a terra gira em seu próprio eixo e que Venus e mercúrio orbitam o sol.
Aristarco de Samos (310-230 a.C.) ACREDITAVA QUE A TERRA SE MOVIA EM TORNO DO SOL e estudava um modo de medir a distância do Sol e o tamanho da Lua.

Eratóstenes de Cirênia (276-194 a.C.), foi o primeiro a medir o diâmetro da Terra e dividiu os paralelos e meridianos.

Hiparco de Nicéia (c.190-c.120 a.C.), considerado o maior astrônomo da era pré-cristã, Catalogou cerca de 850 estrelas.

Estrabão (Strabo) – Escreveu sobre a forma da terra e relatou diversas viagens na sua obra Geographicae.

Filolau – Idealizou o Sistema Pirocêntrico (fogo central).

Ptolomeu (85 d.C. - 165 d.C.) (Claudius Ptolemaeus) foi o último astrônomo importante da antiguidade. Propos o sistema geocentrico. Descobriu a refração atmosférica.

IMPÉRIO ROMANO – Com o apogeu do império romano, observa-se a consolidação do modo de produção escravocrata bem como, o domínio de Roma frente as nações conhecidas da época.

Destacam-se neste período:

Pompônio de Mela – descreve todo o mundo conhecido da época em três obras;

Marcus Vipsanius Agrippa – construiu, por ordem do imperador, um grande mapa mundi para mostrar a grandiosidade romana;

Plínio Secundos – Escreveu a obra História Naturalis importante fonte de conhecimento durante a Idade Média.

Idade Média 476 1453 – foi um período em que observou-se um processo de estagnação e retrocesso à pesquisa científica em decorrência das invasões bárbaras na Europa, que confinou todo o conhecimento na Igreja tendo assim, ficado submetido aos dogmas da religiosos que fizeram recuar uma série de verdades científicas do mundo grego.

Idade Moderna (1453 – 1789)

Fernando de Magalhães - 1ª tentativa de fazer a circunavegação (1519 -1522)

Nicolau Copérnico – (1473-1543) reafirmou a teoria heliocêntrica.

Galileu Galilei (1564 – 1642) inventou a luneta e comprovou o movimento de rotação da terra.

Johanes Kepler (1571-1630) – leis da mecânica celeste.

Isaac Newton – publicou as leis da gravitação universal.  

Idade Contemporânea

Escola determinista – Ratzel

Escola Possibilista – Paul Vidal de La Blache

Século XX - A relação homem meio foi profundamente marcada pelas transformações ocorridas ao longo do século XX. Surge então a geografia crítica ou marxista que rompe com o caráter meramente descritivo da geografia afirmando que além de descrever é necessário também propor intervenções no espaço.

 Nova Geografia cultural - estuda as culturas e suas variações através dos espaços e dos lugares.