segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Empresa de SP faz chuva artificial com avião bimotor

Tecnologia para provocar chuva artificialmente, desenvolvida por um grupo de brasileiros, pode ser a solução para aliviar os períodos de forte seca no semiárido brasileiro e contribuir no combate à desertificação.

A produção de chuvas artificiais se dá com o lançamento de gotas de água em nuvens que concentram alta umidade a partir de um avião bimotor equipado com um tanque de 300 litros e um mecanismo que controla o tamanho das gotículas dispersadas.
O processo foi desenvolvido para ajudar a sanar problemas em sistemas de abastecimento de água em áreas urbanizadas, alimentar nascentes de rios em regiões de forte seca e para prevenir incêndios florestais em reservas e parques nacionais.
Motosserras

Segundo Ricardo Imai, 42 anos, sócio da Modclima, empresa que criou a técnica, a ideia das chuvas artificiais partiu de seu pai, o engenheiro mecânico Takeshi Imai. “Ele trabalhava com implementos agrícolas e tinha uma empresa que produzia motosserras e herbicidas para derrubar árvores. Entretanto, decidiu parar e começou a estudar o processo de crescimento das nuvens de chuva, no intuito de contribuir com a natureza”, conta o filho.
Ricardo Imai disse que o que ocorre é a aceleração de um processo natural. O avião entra nas nuvens cumulus, que concentram alta umidade, e lançam as gotas que “pegam carona” nos ventos ascendentes. Dentro da nuvem, elas se juntam e formam a chuva, que cai em local previamente determinado. A precipitação ocorre 30 minutos depois do início da operação.
Um longo processo de busca das nuvens ideais antecede as chuvas artificiais. Radares meteorológicos instalados em Bragança Paulista (SP) ajudam na “caça”, juntamente com imagens de satélite. “Passamos horas monitorando o deslocamento das nuvens, para saber se elas vão para as áreas de interesse e se podem ser semeadas com as gotículas de água. Às vezes, temos que esperar muito tempo", diz Ricardo.



Aplicação

Em 1998, quando o projeto começou a sair do papel, a técnica foi implementada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que contratou a empresa dos Imai para provocar chuvas artificiais na cabeceira dos sistemas Cantareira e Alto Tietê, responsáveis pelo abastecimento de 18 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Foram mais de 500 voos, com ocorrências positivas de chuva em 50% deles.
As chuvas também foram empregadas no Nordeste a pedido de prefeituras da Bahia. Os municípios de Mirorós e Gentio do Ouro, localizados no semiárido brasileiro, sofriam com a seca intensa entre 2008 e 2009 e com a redução do nível da represa que abastecia esta região.

“Nessas áreas, a represa vinha perdendo água há cinco anos e as nascentes dos rios tinham sido gravemente afetadas por um incêndio. Fizemos 25 voos nessas localidades para fortalecer os lençóis freáticos e 17 deles tiveram resultados positivos”, disse. Lavouras também foram salvas devido às chuvas artificiais.

De acordo com Imai, o principal projeto da Modclima é contribuir com o Ministério do Meio Ambiente no combate às secas e queimadas em florestas e biomas como o Cerrado e Amazônia. “A chuva umedece o solo e a vegetação antes do período de estiagem, reduzindo os efeitos. Segundo estudo da Agência Nacional de Águas, 93 cidades brasileiras sofreram com fortes secas em 2010 e outros 490 municípios tiveram graves períodos de estiagem.

ONU

A técnica foi apresentada em 2010 na Convenção de Combate à Desertificação das Nações Unidas (UNCCD), realizada na Alemanha. Segundo Heitor Matallo, coordenador regional para a América Latina e Caribe da entidade, o método brasileiro de realizar de chuvas artificiais foi considerado não poluente em ações contra a desertificação em determinados países.

“É possível que a ONU utilize esta tecnologia, mas precisamos testá-la em diversos ambientes para comprovar sua eficácia. O governo brasileiro precisaria apresentar esta prática para que a Organização das Nações Unidas faça a recomendação desta técnica”, informou Matallo, de seu escritório no México, ao Globo Natureza.

Do portal G1

Abertas inscrições para o vestibular tradicional da UPE

São oferecidas 2864 vagas, distribuídas em 44 cursos de graduação; inscrição custa R$ 110 e deve ser feita no site da UPE

Estão abertas as inscrições para o vestibular tradicional da Universidade de Pernambuco (UPE). São oferecidas 2864 vagas, distribuídas em 44 cursos de graduação, espalhados em sete polos distintos no Estado. A inscrição custa R$ 110 e deve ser feita no site da UPE. O prazo para se inscrever segue até o dia 30 de agosto. As provas acontecem nos dias 4, 5 e 6 de dezembro.

VESTIBULAR SERIADO

O prazo para se inscrever no Sistema Seriado de Avaliação (SSA) da UPE teve início em 15 de julho e termina no dia 15 de agosto. As inscrições custam R$ 70 e também devem ser feitos no site da instituição. Para o SSA, foram disponibilizadas 716 vagas.

As provas do vestibular seriado serão realizadas em dois dias para três fases: as duas primeiras nos dias 13 e 14 de novembro e a terceira em 20 e 21 de novembro.

Mais informações podem ser obtidas no site da UPE.

Do pe360graus.com

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Pela última vez na história, ônibus espacial pousa na Flórida


Do g1
Agora acabou. Pela última vez, um ônibus espacial da Nasa fez seu pouso no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, às 6h56 (horário de Brasília). O Atlantis encerrou uma missão histórica de 13 dias e agora vai virar peça de museu.
"Missão cumprida, Houston", foram as palavras do comandante Chris Ferguson assim que a nave pousou. "Após servir por 30 anos, o ônibus espacial conquistou seu lugar na história e agora faz sua última parada".
O comandante afirmou que os americanos vão voltar ao espaço. "O ônibus espacial mudou a maneira com que vemos o mundo, a maneira com que vemos o universo. A América não vai parar de explorar. Obrigado por nos proteger e por trazer este programa para um fim merecido."
Ferguson também lembrou os outros ônibus espaciais. "Obrigado Columbia, Challenger, Discovery e Endeavour", afirmou após o pouso.


Em resposta, o controle da missão parabenizou a tripulação. "Aproveitamos esta oportunidade para parabenizar a vocês, Atlantis, assim como os milhares de indivíduos apaixonados em toda esta nação exploradora do espaço que realmente deram poder a esta espaçonave incrível que, por três décadas, inspirou milhões por todo o globo", disse o astronauta responsável pela comunicação com a nave, Barry Wilmore. "O Atlantis está em casa, sua jornada está completa. Este é um momento para ser apreciado",
Milhares de pessoas se reuniram na cidade de Cabo Canaveral para acompanhar o pouso. Na transmissão da Nasa, o clima foi de nostalgia. Não há previsão de quando uma nova missão ao espaço com seres humanos será organizada pelos Estados Unidos.
A nave levou à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) o módulo Rafaello carregado de toneladas de equipamentos para abastecer o complexo orbital. A partir de agora, todas as viagens à ISS serão feitas pelas naves russas Soyuz.
Ao todo, quatro astronautas estiveram a bordo, além do comandante Christopher Ferguson, o piloto Doug Hurley e os especialistas de missão Sandy Magnus e Rex Walheim.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Atlantis se desacopla da ISS

Do G1


Ônibus espacial iniciou manobra para voltar à Terra.

Nave está encerrando 30 anos de histórias do programa de ônibus espaciais.




O Atlantis se desacoplou da Estação Espacial Internacional (ISS) nesta terça-feira (19) pela última vez, e iniciou manobra para voltar à Terra. Quando aterrissar, na quinta-feira (21), a nave estará encerrando um programa de 30 anos de histórias do programa de ônibus espaciais.
Imagem do canal de TV da NASA mostra o Atlantis a 130 metros da ISS, pouco após desacoplar. (Foto: Nasa / AP Photo
A nave se separou da ISS às 3h28m, a 400 km sobre o Oceano Pacífico. O Atlantis passou oito dias, 15 horas e 21 minutos conectado ao laboratório orbital.
“Obrigado por nos hospedar”, disse o comandante do Atlantis, Chris Fergusson, pelo rádio à tripulação da ISS. “Foi um prazer. Sentiremos a falta de vocês. Nos veremos na Terra”, respondeu o engenheiro de voo da ISS, Ron Garan.
Os controladores de voo da Central de Controle da Missão da Nasa ficaram em silêncio quando viram pela última vez o ônibus espacial se afastando da ISS.

Lançado estudo sobre o programa espacial brasileiro

Alexandre Scussel - http://mundogeo.com
A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), ligada a Presidência da República, publicou osDesafios do Programa Espacial Brasileiro, resultado da reunião técnica sobre esse importante setor estratégico para o País.
O livro aborda questões de especial interesse para a SAE, além dos desafios a serem enfrentados neste campo. É composto por artigos técnicos, palestras e as principais ideias debatidas no evento organizado pela SAE no ano passado, ocasião em que se procurou estabelecer amplo diagnóstico do programa espacial brasileiro.
O evento procurou promover a capacidade instalada; mapear as iniciativas de expansão em curso, incluindo as parcerias internacionais; analisar mecanismos que estimulam a participação da indústria nacional visando à sua maior qualificação e ao consequente aumento da competitividade no cenário internacional; e, ainda, identificar necessidades e obstáculos para alcançar os objetivos pretendidos pelo governo brasileiro no campo espacial, tendo como horizonte o ano de 2022, bicentenário da independência do Brasil.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

93º aniversário do Líder negro e estadista da África do Sul Nelson Mandela



Nelson Rolihlahla Mandela foi um líder rebelde e, posteriormente, presidente da África do Sul de 1994 a 1999. Principal representante do movimento anti-apartheid, considerado pelo povo um guerreiro em luta pela liberdade, era tido pelo governo sul-africano como um terrorista e passou quase três décadas na cadeia.

De etnia Xhosa, Mandela nasceu no pequeno vilarejo de Qunu, distrito de Umtata, na região do Transkei. Aos sete anos, Mandela tornou-se o primeiro membro da família a frequentar a escola, onde lhe foi dado o nome inglês "Nelson". Seu pai morreu logo depois, e Nelson seguiu para uma escola próxima ao palácio do Regente. Seguindo as tradições Xhosa, ele foi iniciado na sociedade aos 16 anos, seguindo para o Instituto Clarkebury, onde estudou cultura ocidental.

Em 1934, Mandela mudou-se para Fort Beaufort, cidade com escolas que recebiam a maior parte da realeza Thembu, e ali tomou interesse no boxe e nas corridas. Após se matricular, ele começou o curso para se tornar bacharel em direito na Universidade de Fort Hare, onde conheceu Oliver Tambo e iniciou uma longa amizade.

Ao final do primeiro ano, Mandela se envolveu com o movimento estudantil, num boicote contra as políticas universitárias, sendo expulso da universidade. Dali foi para Johanesburgo, onde terminou sua graduação na Universidade da África do Sul (UNISA) por correspondência. Continuou seus estudos de direito na Universidade de Witwatersrand.

Como jovem estudante do direito, Mandela se envolveu na oposição ao regime do apartheid, que negava aos negros (maioria da população), mestiços e indianos (uma expressiva colônia de imigrantes) direitos políticos, sociais e econômicos. Uniu-se ao Congresso Nacional Africano em 1942, e dois anos depois fundou com Walter Sisulu e Oliver Tambo, entre outros, a Liga Jovem do CNA.

Depois da eleição de 1948 dar a vitória aos afrikaners (Partido Nacional), que apoiavam a política de segregação racial, Mandela tornou-se mais ativo no CNA, tomando parte do Congresso do Povo (1955) que divulgou a Carta da Liberdade - documento contendo um programa fundamental para a causa anti-apartheid.

Comprometido de início apenas com atos não-violentos, Mandela e seus colegas aceitaram recorrer às armas após o massacre de Sharpeville, em março de 1960, quando a polícia sul-africana atirou em manifestantes negros, matando 69 pessoas e ferindo 180.

Em 1961, ele se tornou comandante do braço armado do CNA, o chamado Umkhonto we Sizwe ("Lança da Nação", ou MK), fundado por ele e outros. Mandela coordenou uma campanha de sabotagem contra alvos militares e do governo e viajou para a Argélia para treinamento paramilitar.

Em agosto de 1962 Nelson Mandela foi preso após informes da CIA à polícia sul-africana, sendo sentenciado a cinco anos de prisão por viajar ilegalmente ao exterior e incentivar greves. Em 1964 foi condenado a prisão perpétua por sabotagem (o que Mandela admitiu) e por conspirar para ajudar outros países a invadir a África do Sul (o que Mandela nega).

No decorrer dos 27 anos que ficou preso, Mandela se tornou de tal modo associado à oposição ao apartheid que o clamor "Libertem Nelson Mandela" se tornou o lema das campanhas anti-apartheid em vários países.

Durante os anos 1970, ele recusou uma revisão da pena e, em 1985, não aceitou a liberdade condicional em troca de não incentivar a luta armada. Mandela continuou na prisão até fevereiro de 1990, quando a campanha do CNA e a pressão internacional conseguiram que ele fosse libertado em 11 de fevereiro, aos 72 anos, por ordem do presidente Frederik Willem de Klerk.

Nelson Mandela e Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da paz em 1993.

Como presidente do CNA (de julho de 1991 a dezembro de 1997) e primeiro presidente negro da África do Sul (de maio de 1994 a junho de 1999), Mandela comandou a transição do regime de minoria no comando, o apartheid, ganhando respeito internacional por sua luta em prol da reconciliação interna e externa.

Ele se casou três vezes. A primeira esposa de Mandela foi Evelyn Ntoko Mase, da qual se divorciou em 1957 após 13 anos de casamento. Depois casou-se com Winie Madikizela, e com ela ficou 38 anos, divorciando-se em 1996, com as divergências políticas entre o casal vindo a público. No seu 80º aniversário, Mandela casou-se com Graça Machel, viúva de Samora Machel, antigo presidente moçambicano.

Após o fim do mandato de presidente, em 1999, Mandela voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos. Ele recebeu muitas distinções no exterior, incluindo a Ordem de St. John, da rainha Elizabeth 2ª., a medalha presidencial da Liberdade, de George W. Bush, o Bharat Ratna (a distinção mais alta da Índia) e a Ordem do Canadá.

Em 2003, Mandela fez alguns pronunciamentos atacando a política externa do presidente norte-americano Bush. Ao mesmo tempo, ele anunciou seu apoio à campanha de arrecadação de fundos contra a AIDS chamada "46664" - seu número na época em que esteve na prisão.

Em junho de 2004, aos 85 anos, Mandela anunciou que se retiraria da vida pública. Fez uma exceção, no entanto, por seu compromisso em lutar contra a AIDS.

Do portal http://educacao.uol.com.br/biografias/nelson-mandela.jhtm