domingo, 6 de fevereiro de 2011

Saiba como o apagão afetou os estados do Nordeste


Do G1



A falta de energia elétrica que afetou oito estados do Nordeste, na madrugada desta sexta-feira (4), ainda causa transtornos a moradores de algumas áreas. O apagão teve início por volta das 23h30 (0h30, no horário de Brasília), e alguns estados só tiveram a situação normalizada às 4h. Em pelo menos três estados a queda de energia afetou o abastecimento de água.

A pane que atingiu Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Sergipe, Piauí e Rio Grande do Norte na noite de quinta-feira (3) e início da madrugada desta sexta ocorreu devido a uma falha no circuito eletrônico da subestação Luiz Gonzaga, no município de Jatobá, em Pernambuco. Segundo o diretor de operações da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, Mozart Bandeira Arnaud, o abastecimento de luz já foi normalizado em todos os estados.

Paraíba
Apesar do restabelecimento do sistema de energia elétrica, moradores da Região Metropolitana de João Pessoa e de algumas cidades do interior da Paraíba estão sem água, segundo a Companhia de Água e Esgoto do estado (Cagepa).

Devido à falta de energia, o nível dos reservatórios de água do estado caiu e algumas cidades estão sem água. Segundo a Cagepa, ainda não há informações sobre o número de moradores afetados. A distribuição começou a ser normalizada por volta das 12h (horário local) na Região Metropolitana e até o fim do dia o abastecimento deve ser normalizado. Nas demais áreas do estado, ainda não há previsão para que a situação seja normalizada.

Ainda na Paraíba, alguns caixas eletrônicos e terminais de bancos estão fora de funcionamento. Clientes de algumas agências enfrentam dificuldades para efetuar saques.

Telefones de delegacias e o sistema de comunicação da Secretaria de Segurança Pública da Paraíba também ficaram fora do ar durante a madrugada.

Na Paraíba, mais de 1,2 milhão de consumidores ficaram sem luz, de acordo com a Energisa. O problema ocorreu às 23h29 e começou a ser normalizado às 2h03.

Bahia
A falta de energia que afetou os estados nordestinos comprometeu parte do fornecimento de energia do Complexo Básico do Pólo Petroquímico de Camaçari. Algumas empresas tiveram que paralisar suas atividades, de acordo com o Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic).

Por conta disso, um plano de emergência foi acionado e as vias internas do Pólo foram bloqueadas. Funcionários de algumas das empresas que paralisaram suas atividades foram liberados, por medida de segurança.

Apesar das medidas de prevenção, o Cofic afirma que não foram registrados acidentes ou vazamentos. O bloqueio das vias internas do Pólo já foi liberado. As atividades das empresas estão sendo restabelecidas gradualmente.

Segundo a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), a falta de energia elétrica ainda prejudica o abastecimento de água nos municípios baianos de Conceição da Feira, Feira de Santana, Santa Bárbara, São Gonçalo dos Campos, Tanquinho e Santanópolis. Estas cidades são atendidas pela Estação de Tratamento (ETA) de Conceição da Feira. Cerca de 700 mil pessoas foram afetadas fela falta d'água, segundo a empresa.

A Embasa informou que está tentando solucionar o problema e recomenda uso racional da água das caixas d’água. Em nota, a Empresa informou ainda que o serviço de manutenção na ETA, previsto para este sábado (5), foi suspenso. Não haverá interrupção de fornecimento.

Só na Bahia, segundo a Companhia de Eletricidade do estado (Coelba), 4,2 milhões de consumidores foram afetados. O sistema foi completamente normalizado às 3h36 (horário local).

Alagoas
Em grande parte do estado, moradores enfrentam falta d'água nesta sexta-feira. Em Maceió, segundo a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), cerca de 900 mil pessoas estão sem água, devido à queda de energia. A previsão é que a situação comece a ser normalizada na noite desta sexta-feira.

Segundo a Casal, ainda não é possível afirmar quantos moradores do estado sofrem com a falta d'água.

Pernambuco
Um preso foi morto e outro ficou ferido, na madrugada desta sexta, em um tumulto no presídio Aníbal Bruno, no Recife. De acordo com a Secretaria de Ressocialização de Pernambuco (Seres), a briga entre os detentos do pavilhão D ocorreu durante o apagão.

O detento foi morto a golpes de faca artesanal por outro preso, segundo a Seres. Um terceiro detento que tentou separar a briga ficou ferido e teve que ser encaminhado ao Hospital da Restauração.

De acordo com a Celpe, a falta de energia atingiu 2,9 milhões de unidades consumidoras, afetando totalmente 175 municípios pernambucanos, além da cidade paraibana de Pedra de Fogo que também se encontra na área de concessão da companhia. A interrupção atingiu 95% do fornecimento energético do estado. O restabelecimento da energia foi gradativamente iniciado à 1h40 desta sexta-feira e totalmente concluído às 4h50, segundo a Celpe.


Rio Grande do Norte
O apagão também prejudicou as operações no Aeroporto de Natal, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

De acordo com a Infraero, um voo que pousaria em Natal precisou ser transferido para Fortaleza e outros dois voos foram cancelados. Os transtornos ocorreram porque os geradores do aeroporto demoraram para entrar em funcionamento. O aeroporto já opera normalmente, segundo a Infraero.

Os voos nos demais aeroportos do Nordeste fluíram normalmente durante a madrugada. Eventuais atrasos e cancelamentos, segundo a Infraero, foram causados por outros motivos.

No Rio Grande do Norte, os 167 municípios do estado foram afetados. Segundo a Companhia Energética do estado (Consern), mais de 1,1 milhão de consumidores ficaram sem energia.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O espaço em transformação

O espaço geográfico corresponde ao espaço construído e alterado pelo homem, pode ser definido com sendo o palco das realizações humanas nas quais estão as relações entre os homens e desses com a natureza. O espaço geográfico abriga o homem e todos os elementos naturais, tais como relevo, clima, vegetação e tudo que nela está inserido.

O espaço geográfico em sua etapa inicial apresentava somente os aspectos físicos ou naturais presentes, como rios, mares, lagos, montanhas, animais, plantas e toda interação e interdependência entre eles. O surgimento do homem, desde o mais primitivo, que começou a interferir no meio a partir do corte de uma árvore para construção de um abrigo e para caça, impactou e transformou o espaço geográfico.

Nesse primeiro momento as transformações eram quase que insignificantes, uma vez que tudo que se retirava da natureza servia somente para sanar as necessidades básicas de sobrevivência, processo denominado de “meios de existência”. Toda modificação executada na natureza é proveniente do trabalho humano.

É através do trabalho que o homem é capaz de construir e desenvolver tudo aquilo que é indispensável à sua sobrevivência. O termo “trabalho” significa todo esforço físico e mental humano com finalidade de produzir algo útil a si mesmo ou a alguém.

O conjunto de atividades desempenhadas pelas sociedades continuamente promove a modificação do espaço geográfico. A partir da Primeira Revolução Industrial o homem enfatizou a retirada de recursos dispostos na natureza a fim de abastecer as indústrias de matéria-prima, que é um item primordial nessa atividade, ao passo que a população crescia era acompanhado pelo alto consumo de alimentos e bens de consumo.

Com o avanço tecnológico, o homem criou uma série de mecanismos para facilitar a manipulação dos elementos da natureza, máquinas e equipamentos facilitaram a vida do homem e dinamizaram o processo de exploração de recursos, como os minerais, além do desenvolvimento de toda produção agropecuária com a inserção de tecnologias, como tratores, plantadeiras, colheitadeiras e muitos outros.

Na produção agropecuária se faz necessário transformar o meio, pois retira toda cobertura vegetal original que é substituída por pastagens e lavouras, essas derivam outros impactos como erosão, poluição e contaminação do solo e dos mananciais.
Na extração mineral o espaço geográfico é bastante atingido, sofrendo profundos impactos mudando de forma drástica todo arranjo espacial do lugar que está sendo explorado.

Nos centros urbanos as alterações são percebidas nas construções presentes, essas transformações ocorrem em loteamentos que em um período era somente uma área desabitada e passou a abrigar construções residenciais, além de áreas destinadas ao comércio e indústria. Desse modo, nas cidades de todo mundo sempre ocorrem modificações no espaço, são identificadas nas novas construções, nas reformas de residências, lojas e todas as formas de edificações.

Diante dessas considerações constata-se que o espaço geográfico não é estático, pois até mesmo a deteriorização de um edifício ou monumento é considerado uma alteração do espaço e automaticamente da paisagem, por isso as mudanças são contínuas e dinâmicas. O espaço geográfico é produto do trabalho humano sobre a natureza e todas as relações sociais ao longo da história.

As constantes intervenções humanas no espaço causam uma infinidade de degradação que recentemente tem se voltado contra o homem, desse modo, a natureza está devolvendo tudo aquilo que as ações antrópicas causaram, são vários os exemplos decorrentes das profundas alterações ocorridas principalmente no último século no planeta, como o aquecimento global, efeito estufa e escassez de água.

As décadas de exploração ocasionaram a extinção, somente no século XX pelo menos 15% das espécies da fauna e da flora foram extintas.

A partir das afirmativas, fica evidente que o homem necessita da natureza para obter seu sustento, no entanto, o que tem sido promovido é uma exploração irracional dos recursos que, se continuar nesse ritmo, provavelmente as próximas gerações enfrentarão sérios problemas, além de comprometer a vida de todos os seres vivos na Terra, inclusive o homem, caso o problema não seja solucionado.

Ocupação do território brasileiro

A Regionalização mundial

Na ciência geográfica o conceito de região está ligado à idéia de diferenciação de áreas. As regiões podem ser estabelecidas de acordo com critérios naturais, abordando as diferenças de vegetação, clima, relevo, hidrografia, fauna e etc., e sociocultural que corresponde à avaliação das condições sociais e culturais que insere neste contexto o índice de desenvolvimento humano para explicitar como vivem as pessoas em determinado lugar.

Para uma melhor análise dos dados e das diferenças existentes no mundo, e para não generalizar as informações, faz-se necessário a regionalização de áreas de abordagens, oferecendo várias vantagens aos estudos geográficos.

A partir das considerações, em 1960, o mundo foi regionalizado e/ou classificado em Primeiro, Segundo e Terceiro Mundo.
A expressão Terceiro Mundo foi utilizada pela primeira vez pelo economista Francê Alfred Sauvy, em 1952, ele construiu essa expressão observando as desigualdades econômicas, sociais e políticas, verificou que os países industrializados eram desenvolvidos, sua população vivia melhor, enquanto os outros países enfrentam muitos problemas de ordem econômica, sua população vivia em condição não muito satisfatória.

Além de receber essas denominações o mundo foi regionalizado e/ou classificado em países ricos e pobres ou centrais e periféricos; os ricos (centrais) são países que estão no centro das decisões mundiais, são desenvolvidos, industrializados, avançados tecnologicamente, com economia estável, os países pobres (periféricos) são países subdesenvolvidos, pouco industrializados, com produção primária, dependente economicamente e de economia instável com grande incidência de crises.

E por último o mundo pode ser regionalizado ou denominado de desenvolvidos e subdesenvolvidos. Desenvolvidos são aqueles países que além de ter um grande crescimento econômico e industrial, oferece para seu cidadão uma boa qualidade de vida, como saúde, preocupação com os idosos, acesso ao conhecimento, a cultura, segurança, boa renda pra maioria da população etc., em contrapartida, os países subdesenvolvidos possuem características inversas, como não oferece boa condição de vida à sua população, economia dependente, grande concentração de renda, educação deficiente assim como a saúde.

Em suma, pode-se constatar que não basta mudar as denominações, pois as diferenças são sempre as mesmas, a classificação não transforma suas características somente pela mudança de nomes: desenvolvidos, ricos, centrais, subdesenvolvidos, pobres e periféricos, pois as suas particularidades permanecem.

Europa

Apesar de ser considerado um continente, a Europa não corresponde a essa definição, pois sua configuração é de uma península. A Europa está localizada em uma imensa península situada a oeste da Eurásia (corresponde a Europa e Ásia), essa possui a maior extensão de terras emersas do mundo. Dessa forma, fica evidente que a separação entre Europa e Ásia é simplesmente uma divisão ideológica, uma vez que não há barreiras físicas consideráveis para diferenciá-las, como ocorre, por exemplo, nas Américas e na Oceania.


A Europa se encontra localizada totalmente no hemisfério norte, automaticamente é influenciada pelo clima temperado, o meridiano de Greenwich se estabelece quase em sua totalidade no oriente. As principais fronteiras do continente europeu em relação aos aspectos físicos são: ao norte Oceano Glacial Ártico, ao sul os mares Mediterrâneo e Negro, a Oeste Oceano Atlântico, a Leste Montes Urais, Rio Ural e o Mar Cáspio, esse último é utilizado para definir a fronteira entre Europa e Ásia.


O território europeu possui uma área de 10,3 milhões de quilômetros quadrados, que representa somente 19% da Eurásia. A Europa possui 48 países autônomos, na maioria pequenos territórios e os micropaíses, além da Rússia que responde por 40% da área total.


Apesar da maioria dos países europeus possuir territórios restritos quanto ao tamanho, esse fator não impediu que muitos desses integrasse o grupo de importantes países no cenário mundial, alguns deles potências econômicas (Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia que fazem parte do G-8).


O Litoral Europeu


A costa européia é extensa e sofre influência das águas do Oceano Glacial Ártico e Atlântico, além de mares menores como o Cáspio e o Negro. A Europa é uma península e o seu litoral é composto por várias delas e inúmeras ilhas, dentre elas as principais são: ao norte, A península da Jutlãntica, península Escandinava; a oeste, ilhas Britânicas, ilha da Irlanda e ao sul a Península Ibérica, Itálica e Balcânica, além das ilhas de Creta, Sílicia, Sardenha, Córsega e Baleares.


Outra característica marcante do litoral europeu é a quantidade de estreitos que se apresentam nessa porção do continente, os principais são: Gilbraltar, Bósforos e Dardanelos.


Relevo da Europa É composto basicamente por planícies e maciços antigos, o primeiro ocorre na Europa central e o segundo no interior do continente. Os principais maciços antigos são os Pireneus (entre Espanha e França), Alpes (entre França, Itália, Alemanha, Suíça e Áustria, Apeninos ocorre do sul ao norte da Itália), os Cárpatos (Eslováquia, Polônia, Ucrânia e Romênia) e o Cáucaso (entre Rússia, Geórgia, Armênia e Azerbaijão).


Hidrografia do continente Europeu
A Europa está localizada no hemisfério norte, então há ocorrência de clima temperado, devido a essas características físicas a rede hidrográfica desse continente é formada por rios de pequena extensão e baixo volume de água em relação aos rios de áreas equatoriais. No entanto, esses rios foram e ainda continua sendo um importante recurso para o desenvolvimento da economia e fluxo de pessoas (uma vez que a maioria deles é navegável), diante dessa temática os rios de destaque no continente são o Reno (nasce nos Alpes Suíços), Sena (nasce nos planaltos franceses), Ródano (nasce nos Alpes Suíços), Volga (nasce a noroeste de Moscou) e o Danúbio (nasce nos Alpes alemães).


Clima da Europa Devido a localização geográfica do continente os climas que predominam são:


Clima de Montanha: apresenta-se em áreas montanhosas como os Alpes e os Pireneus, é caracterizado por invernos rigorosos com precipitação de neves e geadas e chuvas bem distribuídas durante o ano.


Temperado oceânico: há ocorrência de chuvas constantes com maior incidência no inverno e primavera com temperaturas amena.


Temperado continental: chuvas em menor quantidade em relação ao clima Temperado oceânico e amplitudes térmicas mais altas.


Subpolar ou ártico: é caracterizado por apresentar duas estações, inverno e verão, na primeira as temperaturas são extremamente baixas atingindo até – 50ºC e na segunda, que prevalece por um pequeno período, as temperaturas variam entre 16º e 21ºC.


Mediterrâneo: é formado por verões quentes (seco) e inverno (chuvoso) mais ameno, essa característica climática ocorre no sul da Europa.


Vegetação da Europa Ao longo de toda extensão territorial do continente Europeu é possível identificar diversos tipos de cobertura vegetal, desse modo podemos destacar as principais:


Tundra: ocorre em áreas de clima ártico ou subpolar.


Floresta boreal ou coníferas: se apresentam nas regiões ao sul do continente.


Floresta temperada: é encontrada ao sul da floresta boreal.


Estepes: ao sul da floresta temperada.


Vegetação mediterrânea: ocorre em toda extensão sul da Europa.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Aguardem novidades...

De volta ao trabalho

Prezados alunos (as),

É com grande alegria que recomeçamos nossas atividades em preparação para o ano letivo 2011. Neste novo ano nos esforçaremos para ajudar, com que for necessário, a todos nossos alunos e visitantes a entenderem de forma agradável e dinâmica os principais conceitos geográficos bem como, a testar a aplicabilidade dos mesmos no cotidiano.

Tenho certeza que juntos faremos importantes progressos na direção do conhecimento pleno da geografia e das suas ramificações na vida de todos nós.

Estejam certos que podem contar comigo,

Prof. Valdemir França