quinta-feira, 2 de abril de 2009

Fique por dentro: Entenda a Guerra das Malvinas

A Guerra das Malvinas (em inglês Falklands War e em castelhano Guerra de las Malvinas) ou Guerra do Atlântico Sul ou ainda Guerra das Falklands foi um conflito armado entre a Argentina e o Reino Unido ocorrido nas Ilhas Malvinas (em inglês Falklands), Geórgia do Sul e Sandwich do Sul entre os dias 2 de abril e 14 de junho de 1982 pela soberania sobre estes arquipélagos austrais tomados por força em 1833 e dominados a partir de então pelo Reino Unido. Sem dúvida, a Argentina reclamou como parte integral e indivisível de seu território, considerando que elas encontram "ocupadas ilegalmente por uma potência invasora" e as incluem como partes da província da Terra do Fogo, Antártica e Ilhas do Atlântico Sul.

O saldo final da guerra foi a recuperação do arquipélago pelo Reino Unido e a morte de 649 soldados argentinos, 255 britânicos e 3 civis das ilhas. Na Argentina, a derrota no conflito fortaleceu a queda da Junta militar que governava o país e que havia sucedido as outras juntas militares instaladas através do golpe de Estado de 1976 e a restauração da democracia como forma de governo. Por outro lado, a vitória no confronto permitiu ao governo conservador de Margaret Thatcher obter a vitória nas eleições de 1983.

terça-feira, 3 de março de 2009

Pernambuco: economia,Indústria e tecnologia,Agropecuária,Mineração,Papel de Centralizador Econômico

A economia de Pernambuco é baseada na agricultura (cana-de-açúcar, mandioca), pecuária e criações, bem como na indústria (alimentícia, química, metalúrgica, eletrônica e têxtil). O pau-brasil despertou a cobiça dos europeus talvez mesmo antes da descoberta do Brasil.
A economia do estado, após ficar estagnada durante a "década perdida" de
1985 a 1995, vem crescendo rapidamente do fim do século XX para o começo do século XXI. Em 2000, o PIB per capita era de R$ 3.673, totalizando um crescimento de mais de 40% nesse período, e mais de 10% ao ano.
Desde o início da dominação
portuguesa, o estado foi basicamente agrícola, tendo destaque na produção nacional de cana-de-açúcar devido ao clima e ao solo. Nas últimas décadas, porém, essa quase dedicação exclusiva à produção de açúcar e álcool da cana-de-açúcar vêm terminando.
Vêm sendo explorados recentemente novas fontes de
extrativismo , além de floricultura e o setor industrial em torno da empresa de Suape, fundada em 1979. Os principais empreendimentos são dos setores alimentício, químico, materiais elétricos, comunicações, metalúrgica e minerais não-metálicos. Também tem grande destaque internacional a produção irrigada de frutas ao longo do Rio São Francisco - quase que totalmente voltada para exportação - concentrada no município de Petrolina, em parte devido ao aeroporto internacional, com grande capacidade para aviões cargueiros do município. O município de Gravatá é um dos principais produtores de flores temperadas do Nordeste.
O crescimento da monocultura de cana-de-açúcar (aumento de 20% entre a safra de
1999 e a de 2000) vem diminuindo a cada ano, e eventualmente será nula, posteriormente tendendo a regredir. Perde espaço para a indústria, comércio e serviços no estado.
O
Estaleiro Atlântico Sul está em construção atualmente no município de Ipojuca, a 40KM de Recife, e será o maior estaleiro do hemisfério sul.
Indústria e tecnologia
Entre
1997 e 1999, a empresa de Suape - grande complexo industrial e portuário do litoral sul de Pernambuco - teve crescimento de 16,7%. O estado tem a segunda maior produção industrial do Nordeste, ficando atrás apenas da Bahia. No período de outubro de 2005 a outubro de 2006, o crescimento industrial do estado foi o segundo maior do Brasil - 6,3%, mais do dobro da média nacional no mesmo período (2,3%).
Outro segmento que merece destaque é o da extração mineral. O pólo gesseiro de
Araripina é o fornecedor de 95% do gesso consumido no Brasil.
O pólo de informática do Recife - o
Porto Digital - apesar de criado há apenas 6 anos, está entre os cinco maiores do Brasil. Emprega cerca de três mil pessoas, e tem 3,5% de participação no PIB do estado. Em 2007, o Porto Digital foi premiado como o Melhor Parque Tecnológico/Habitat de Inovação do Brasil, por meio do Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador 2007, entregue pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).
Agropecuária



Entre os principais produtos agrícolas cultivados em Pernambuco encontram-se o
algodão arbóreo , a banana , o feijão , a cana-de-açúcar , a cebola , a mandioca , o milho , o tomate e a uva . Na pecuária destacam-se as criações de bovinos , suínos , caprinos e galináceos
Merece destaque, em Pernanbuco, a expanção que vem tendo a partir dos anos 70 da agricultura irrigada no Sertão do São Francisco com projetos de irrigação hortifrutícolas implantadas com o apoio da CODEVASF .São grandes os investimentos aplicados em uma produção voltada para o mercado externo . Sobressaem-se frutas ,como: acerola , graviola goiaba , manga , melão , melancia e a uva
Mineração
argila, água mineral caulim, calcário, ferro,gipsita, granito, ouro e quartzo . O município de Araripina destaca-se pela extração mineral da gipsita onde a região do sertão do araripe localizam-se as maiores reservas do país, e é fornecedor de 95% do gesso consumido no Brasil.
Papel de Centralizador Econômico
Por sua posição geográfica e disposições históricas, o estado atua como um centralizador econômico no Nordeste há séculos. Num raio de 300km do
Recife, concentram-se 12 milhões de pessoas, R$ 54,7 bilhões de PIB, mais da metade dos centros de pesquisa do Nordeste, quatro grandes portos e dois aeroportos internacionais. Ao estender o raio para 800 km, temos 90% do PIB de toda a região Nordeste
Indicadores
PIB - O
Produto Interno Bruto de Pernambuco foi de R$ 42.260.926 mil em 2003 [7], correspondente a 2,7% do PIB nacional. Em 10 anos, o PIB aumentou mais de cinco vezes (1994-2004).
Exportações - O principal produto exportado pelo estado é a cana-de-açúcar cultivada na
Zona da Mata. Em 2001, as exportações totalizaram US$ 335 milhões.
Empregos - O estado foi o segundo no
Nordeste em saldo de empregos em 2007, com 46.348 empregos, atrás apenas da Bahia.
Energia elétrica - Após a privatização da CELPE (vendida para a espanhola Iberdrola), o Estado passou a comprar a maioria de sua energia da Termopernambuco, termelétrica do grupo Neoenergia, que por sua vez tem a CELPE como distribuidora, passando a ter uma das tarifas de energia elétrica mais caras do país.
Megainvestimentos
Durante a década de
2000, o estado recebe vários investimentos bilionários. Entre eles, podemos citar como os mais importantes:
Usina Siderúrgica de Pernambuco, R$ 10 bilhões investidos, Quando atingir a sua carga máxima, a USP terá a capacidade de processar 3,5 milhões de toneladas de minério de ferro/ano, Ao final de todo o projeto, cerca de 5 600 pernambucanos serão empregados de maneira direta e outros quase 15 mil de forma indireta.
Refinaria Abreu e Lima, R$ 6,75 bilhões investidos, fará o refino de 200.000 barris/dia, deve gerar 20 mil empregos durante o processo de construção e outros 1,5 mil quando entrar em operação, em 2011.
Estaleiro Atlântico Sul, R$ 2 bilhões investidos, será o maior estaleiro do hemisfério sul e tem uma receita prevista de R$ 2,4 bilhões dos primeiros dez navios produzidos. Com capacidade de processamento de 100 mil toneladas/ano de aço para a construção de embarcações de grande porte, criação prevista de 5 mil empregos diretos e cerca de 20 mil empregos indiretos
Reserva do Paiva, R$ 1,6 Bilhões investidos, é um empreendimento de luxo que está a nascer no Nordeste Brasileiro e que vai ocupar 526 hectares, incluindo mais de oito quilômetros de praia, quatro quilômetros e meio de rios e 500 hectares de Mata Atlântica em redor, com uma extensa área de mangue e coqueiral, serão gerados 5,5 mil empregos.
Resort ecológico Barreiros, R$ 1 Bilhão investido, Terá quatro mil residências, ele gerará mais de três mil empregos diretos.
Turismo
O litoral do estado de Pernambuco tem cerca de 187 km de extensão, entre praias e falésias, zonas urbanas e locais praticamente intocados. Além das praias, possui o arquipélago de
Fernando de Noronha, Patrimônio Natural da Humanidade, e suas 16 praias. Faz divisa ao norte com a Paraíba e ao sul com Alagoas.
O litoral sul do estado, que têm cerca de 110km de praias, é famoso por diversas praias conhecidas nacional e internacionalmente, como
Porto de Galinhas.
Turistas de todo o país se hospedam nos luxuosos hotéis e
resorts do litoral. Conta também com importantes pólos industriais, principalmente petroquímicos, e o porto de Suape, de importância nacional.
Atualmente o litoral sul vive uma fase de progresso franco e rápido. Só na praia de
Muro Alto, localizada no município de Ipojuca, foram investidos mais de R$ 70 mi pela iniciativa privada para a construção de resorts de nível internacional, aptos a receber hóspedes de todos os países. Através do Programa de Desenvolvimento Integrado do Turismo, no litoral sul foram investidos US$ 25 mi para obras de infra-estrutura, capacitação de mão-de-obra e preservação do patrimônio histórico. Com o Fundo de Amparo ao Trabalhador, foram capacitados cerca de 890 profissionais para a área de turismo. Pelo mesmo fundo, 2400 pessoas foram treinadas para trabalhar nas indústrias do litoral. [22]
Praia mais famosa do litoral sul, Porto de Galinhas ajuda a duplicar a população de Ipojuca todo verão. Os 60 mil habitantes do município desfrutam de 10 mil vagas de trabalho, diretas e indiretas, provenientes exclusivamente do turismo, ultrapassando a capacidade máxima de 7 mil postos oferecidos pelo secular trabalho nos latifúndios de cana-de-açúcar. Segundo a Associação da Indústria Hoteleira em Pernambuco (ABIH/PE), 90% da mão-de-obra empregada nos hotéis, restaurantes, lojas de artesanato e demais segmentos turísticos são oriundos da próprio município de Ipojuca e arredores. [23]
As principais praias do litoral sul são as dos municípios de:
Recife (Boa Viagem e Pina)
Jaboatão dos Guararapes (Barra de Jangada, Candeias, Piedade)
Cabo de Santo Agostinho (Calhetas, Enseada dos Corais, Gaibu, Itapuama, Paiva, Paraíso, Suape e Xaréu)
Ipojuca (Camboa, Cupe, Muro Alto, Pontal de Maracaípe, Porto de Galinhas e Serrambi)
São José da Coroa Grande (São José da Coroa Grande Barra da Cruz, Gravatá e Várzea do Una)
Sirinhaém (Barra de Sirinhaém, Guadalupe e Gamela)
Tamandaré (Tamandaré, Mamocambinhas e dos Carneiros)
As praias de
Piedade e Candeias são densamente habitadas, cercadas por altos edifícios de luxo. A partir de Itapuama, o padrão das praias passa a ser de longas faixas de areia pouco habitadas, onde é praticado pelos nativos pesca e artesanato, e se encontram os diversos hotéis e resorts.
A economia do litoral sul não-urbano é baseado em turismo e artesanato. Em Porto de Galinhas, há diversos restaurantes, bares, lojas de artesanato e de artigos de
mergulho, casas de shows, além de dezenas de hotéis e pousadas.
O Litoral Norte do Estado é mais densamente habitado do que o litoral sul, quase urbanizado por completo desde a Região Metropolitana do Recife até a divisa da Paraíba. Tem um dos sítios históricos mais importantes da região, como o município de Olinda e a de Itamaracá, povoada desde 1508. Construções do brasil-colônia, como o Forte Orange, são muito visitados por turistas que passam pela região.
Além das praias, também é conhecido por ter o
Veneza Water Park, um dos maiores do Brasil , na praia de Maria Farinha.
As principais praias do Litoral Norte são as dos municípios de:
Paulista (Maria Farinha, Conceição, Pau Amarelo e Janga)
Goiana (Carne de Vaca e Ponta de Pedras)
Itamaracá (Itamaracá e Gavoa)
Olinda (Rio Doce e Casa Caiada)
Fernando de Noronha - O estado administra a ilha de Fernando de Noronha, famosa ilha, que atrai muitos turistas todos os anos, que vão lá atraídos pelas belas praias, algumas das mais bonitas de todo o país. A ilha também é considerada o melhor lugar para à prática de Surf de todo o Brasil, e é lá que ocorrem os principais campeonatos da modalidade no Brasil.
Saúde
Mortalidade infantil
41,2%
Médicos
12,6 por 10mil hab.
Leitos hospitalares
2,7 por 1000 hab.

Apesar da grande carência de instalações de saúde básicas no interior do estado, a capital possui dezenas de grandes hospitais e três grandes hospitais públicos (da Restauração, Barão de Lucena e Getúlio Vargas, além do Hospital das Clínicas, da
UFPE) que atendem a enfermos de toda a Região Metropolitana e também dos oriundos do interior. O pólo de hospitais particulares, equipados com máquinas de última geração, faz da capital Recife o segundo maior pólo médico e hospitalar do Brasil

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Aluna do pré-vestibular Amigos do Saber obteve maior nota no simulado nota 10



Quase 1000 alunos das redes pública e particular participaram, neste domingo (19), do Simulado Nota 10. O evento, promovido pela Globo Nordeste e pelo Pe360graus, aconteceu no bloco G da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Os estudantes puderam simular a experiência do Vestibular, resolvendo uma prova de 60 questões em quatro horas.
No final, o estudante Leonardo Aguiar Cavalcanti (GGE), 18 anos, ficou com a primeira colocação geral, com a nota 7,920. A estudante Mayara Renata Ferreira da Silva, do Pré-vestibular Amigos do Saber, foi a primeira colocada da rede pública de ensino, com a nota 6.072. Os dois feras ganharam uma viagem para o Projac - a fábrica de sonhos da Globo - no Rio de Janeiro, com direito a acompanhantes. Mayara, aluna do curso pré-vestibular da Unicap Amigos do Saber, também vai tentar o Vestibular pela segunda vez. Ela deseja uma vaga no curso de Jornalismo. Com lágrimas nos olhos, explicou que não esperava o resultado. "Fico muito emocionada e confiante em entrar na universidade desta vez. Vou estudar ainda mais", afirmou.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Compartimentação Topográfica

A compartimentação topográfica corresponde à individualização de um conjunto de formas com características semelhantes, o que leva a se admitir que tenham sido elaboradas em determinadas condições morfogenéticas ou morfoclimáticas que apresentem relações litoestratigráficas ou que tenham sido submetidas a eventos tectodinâmicos. A interpenetração das diferentes forças ao longo do tempo leva à caracterização das formas de relevo, da situação topográfica ou altimétrica e da existência de traços genéticos comuns como fatores de individualização do conjunto. Assim, a evolução do modelado terrestre, cujas particularidades proporcionam a especificidade de compartimentos, resulta do seguinte jogo de forças contrárias:
• Agentes internos, comandados pela estrutura, considerando o comportamento litoestratigráfico e implicações de natureza tectônica, e;
• Agentes externos, relacionados aos mecanismos morfogenéticos, em que os componentes do clima assumem relevância.
A expressividade dessas forças no modelado depende tanto da intensidade quanto da duração dos fenômenos. Para a elaboração de superfícies aplainadas, por exemplo, torna-se necessário um trabalho prolongado de erosão, associado ao intemperismo físico, em condições tectônicas e climáticas relativamente estáveis Dessa forma, a elaboração dos pediplanos vincula-se a uma determinada condição climática ao longo de um tempo geológico, e a uma certa estabilidade tectônica. Esse comportamento justifica a gênese dos extensos pediplanos de cimeira ainda presentes no modelado brasileiro, como a unidade denominada "Chapadas do Distrito Federal", em processo de dissecação. A dissecação atual ou subatual encontra-se associada ao entalhamento da drenagem que contou com o soerguimento do relevo, ou seja, com os mecanismos epirogenéticos positivos, responsáveis pela reativação da erosão remontante e conseqüente incisão dos talvegues.
Assim sendo, a compartimentação topográfica evidencia o resultado das relações processuais e respectivas implicações tectônico-estruturais registradas ao longo do tempo, considerando o jogo das componentes responsáveis pela elaboração e reelaboração do modelado, em que as alternâncias climáticas e as variações estruturais tendem a originar formas diferenciadas. Dessa maneira, os efeitos paleoclimáticos e eventos tectônicos em determinadas condições estruturais, se constituem em pilares de sustentação para a compreensão do modelado atual, cuja semelhança ou similitude de formas permite a identificação de um compartimento, independente da escala de estudo.
Um dos referenciais para o estudo dos compartimentos refere-se às unidades taxonômicas espaciais e temporais, ou seja, à dimensão espacial da área de estudo e fatores genéticos registrados ao longo do tempo, para que sejam definidas as variáveis imprescindíveis à compreensão das formas fisionomicamente semelhantes, em seus tipos de modelados. Nesse caso é considerada não apenas a dimensão espacial, mas também o número de variáveis necessárias para explicar o modelado. Como exemplo, no segundo nível taxonômico adotado por Ross (1992), visto no capítulo anterior, as unidades morfoesculturais geralmente são identificadas na escala ao milionésimo; já no quinto táxon, o estudo das vertentes só se torna possível numa escala bem maior, preferencialmente entre 1:5.000 até 1:20.000. Enquanto na primeira situação a estrutura geológica e efeitos tectônicos assumem relevância para explicar os traços gerais do modelado, no estudo das vertentes os processos morfogenéticos pretéritos e atuais, sobretudo os morfodinâmicos, considerando as derivações antropogênicas, assumem destaque.
Assim, pode-se constatar a importância da compartimentação do relevo, não só para o entendimento da paleogeografia, mas também como forma de oferecer subsídios ao uso e ocupação do modelado na escala do tempo histórico. É evidente que dispõe-se de recursos de apropriação para os diferentes compartimentos do relevo, independente das supostas restrições ao uso ou ocupação, contudo, independentemente das potencialidades e possibilidades tecnológicas, deve-se atentar para o significado do “custo social” de tais investimentos. A apropriação racional do relevo, enquanto suporte ou recurso, além de reduzir os possíveis impactos ambientais, possibilita a destinação de investimentos para setores sociais emergentes, com vistas à perspectiva de uma “economia solidária”.
Dentre os subsídios que a compartimentação do relevo oferecem destacam-se a vulnerabilidade e a potencialidade. Por vulnerabilidade, na perspectiva geomorfológica, entende-se a suscetibilidade erosiva do relevo, tanto em condições naturais quanto prognosticáveis em função de determinados usos ou ocupações, tendo o compartimento topográfico como suporte ou recurso. A potencialidade, conforme o próprio nome indica, refere-se a determinadas individualidades que podem ser racionalmente apropriadas para fins específicos, como a destinação de áreas portadoras de depósitos de cobertura com fertilidade natural às atividades agrícolas, ou ainda morfologias especiais, como as cársticas e falhadas, voltadas a explorações turísticas. Aliando-se os estudos sobre os diferentes graus de vulnerabilidade do relevo a suas potencialidades, torna-se possível produzir mapas com indicações para usos sustentáveis ou destinados à proteção ambiental.
A metodologia utilizada para a compartimentação do relevo depende da dimensão ou escala do estudo, a qual deverá ajustar-se a determinado nível taxonômico. A metodologia para o Zoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia Legal, proposta por Becker & Egler (1997), sugere, por exemplo, como subsídio à gestão do território, o estudo da vulnerabilidade da paisagem natural e da potencialidade social, considerando uma base cartográfica na escala 1:250.000, portanto, de nível regional. A caracterização da vulnerabilidade natural fundamenta-se nos conceitos ecodinâmicos de Tricart (1975), tendo o relevo como componente básico.
A classificação da paisagem considera três situações quanto ao grau de estabilidade: meios estáveis, meios instáveis e intergrades . A classificação do “meio” encontra-se diretamente associada à relação pedogênese-morfogênese. A potencialidade social, além de levar em conta as condições para o desenvolvimento humano (fatores dinâmicos, restritivos e intermediários), considerando a potencialidade humana, produtiva e institucional, incorpora parâmetros do potencial natural, como recursos minerais, aptidão agrícola dos solos e a cobertura vegetal. O relevo em tal situação, na escala prevista (1:250.000), seria analisado com base nos três primeiros táxons propostos por Ross (1992).
O Projeto Radambrasil aperfeiçoou, ao longo dos anos, importante contribuição metodológica para a caracterização dos padrões de formas (quarto táxon). Fundamentado na dissecação do relevo, o mapeamento leva em consideração as dimensões interfluviais e o grau de
aprofundamento da drenagem, o que permite inferir sobre as relações morfogênese-pedogênese mencionadas: enquanto no domínio de formas tabulares prevalece a pedogênese, considerando a superioridade da infiltração sobre o escoamento, no domínio de formas aguçadas, ao contrário, predomina o escoamento. O grau de convexização reflete no jogo das componentes tratadas (pedogênese-morfogênese), o que pode ser justificado pela intensidade da incisão da drenagem, cuja densidade reflete na dimensão interfluvial.
A compartimentação do relevo em escala grande, 1:5.000 até 1:20.000, referente ao quinto táxon, individualiza os domínios de determinadas formas do relevo, tendo a vertente como elemento de representação. Nesse caso, além da dissecação relacionada à própria densidade da drenagem, deve-se observar o significado geométrico e morfométrico das vertentes, o comportamento da estrutura superficial, e os elementos atinentes à fisiologia da paisagem. Dentre estes destacam-se o diagnóstico do uso e ocupação e os impactos relacionados aos processos morfodinâmicos, com o intuito de proporcionar melhor caracterização da vulnerabilidade do relevo à erosão. O mesmo tratamento ou a mesma intensidade de estudo deve ser destinada ao diagnóstico da potencialidade do relevo na escala em questão. A interposição desses parâmetros proporcionará a elaboração de uma “carta de síntese”, subsidiando a gestão do território.
Embora considere-se, para os objetivos mencionados, a compartimentação do relevo como suporte, não se deixa de utilizar os demais níveis de abordagem geomorfológica, como a estruturação superficial e a fisiologia da paisagem, comprovando a necessária visão integrada dos diferentes componentes nos estudos geomorfológicos.
A compartimentação topográfica ou do relevo depende dos objetivos e do nível de abordagem proposto para o estudo. Abreu (1982) reporta-se a quatro obras julgadas fundamentais para a classificação dos fatos geomorfológicos: Birot (1955), Cailleux & Tricart (1956), Tricart (1965) e Ab´Sáber (1969). A proposição de Cailleux & Tricart (1956) foi retomada por Tricart (1965) com ampliação de 7 para 8 ordens de grandeza, sendo que a valorização excessiva da escala obscureceu algumas considerações sobre a essência do objeto da classificação. “Tricart (1965) acaba levando o leitor a julgar que a essência do objeto de estudo da disciplina se altera com a escala, daí ser necessário adaptar o método à escala de abordagem. Isto fica particularmente nítido quando ele trata do mapeamento geomorfológico, questão para a qual a classificação dos fatos é fundamental” (Abreu, 1982, p. 64). A contribuição dada por Ab´Sáber (1969) foi a de proporcionar o ordenamento escalar dos fatos estudados em três níveis de abordagem, revelando uma flexibilidade que permite ajustamento mais satisfatório em relação à essência dos fatos, tanto do ponto de vista espacial quanto temporal.
A compartimentação topográfica como primeiro nível de abordagem da proposta sistematizada por Ab´Sáber (1969), assim como de outros autores
1 , fundamenta-se nas relações taxonômicas.
O Projeto Radambrasil empregou uma metodologia de compartimentação do relevo tendo como base a ordenação dos fatos geomorfológicos fundamentando-se no princípio de grupamentos sucessivos de subconjuntos constituídos de tipos de modelados.
Para Mamede et al (1983) no mapeamento da Folha SE.22 Goiânia, as Unidades Geomorfológicas correspondem à compartimentação do relevo identificada por um conjunto de matizes de mesma cor. A função da compartimentação é subdividir o relevo em unidades que permitam tratamento individual. Essas unidades são analisadas por ordem de grandeza, e representadas por meio de um conjunto de formas de relevo que apresentam similitude e posição altimétrica individualizada. Essas características significam que os processos morfogenéticos que atuaram numa unidade são diferentes dos que agiram nas outras. Alguns destes processos foram predominantes em decorrência de condições litológicas, estruturais ou climáticas. “O conjunto dos indicadores mencionados revela ainda a energia da erosão a que foi submetida à unidade, seja no passado seja no presente” (Mamede et al, 1983). A denominação das unidades geomorfológicas obedece, via de regra, à toponímia regional, sendo geralmente precedida de termos geomorfológicos amplos, como planície, planalto e depressão. As Unidades Geomorfológicas podem ser divididas em subunidades que identificam particularidades regionais, pelo posicionamento altimétrico e por fatores genéticos. Como exemplo, a Unidade Geomorfológica Planalto Central Goiano (Folha SE.22) apresenta as seguintes subunidades: Planalto do Distrito Federal, caracterizada por superfícies erosivas, pediplanadas ( 1.200 metros ); Planalto do Alto Tocantins-Paranaíba ( 900 a 1.000m), descontínuo em área e envolvendo feições geomorfológicas bastante diversificadas; Planalto Rebaixado de Goiânia ( 350 a 850m), caracterizado em relação aos relevos vizinhos por diferenciação nas suas posições altimétricas relativas e na variação litológica; e Depressões Intermontanas, correspondente à superfície rebaixada e suavemente dissecada, com altitudes médias que chegam a 700 metros .
As Unidades Geomorfológicas no exemplo utilizado, enquanto compartimentos, podem ser tomadas como elementos de referência da evolução do relevo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Com uma sala para as atividades, UFPE lança curso de Dança

Por Rodrigo de Luna
Com apenas uma sala específica para os alunos desenvolverem suas atividades diárias, por enquanto, o novo curso de Dança, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), traz esperança para os candidatos a uma vaga e expectativas para os professores. Os alunos ocuparão, inicialmente, o local utilizado pelo curso de Artes Cênicas atualmente.
Uma das idealizadoras do projeto, a professora Rose Mary Martins, explica que essa é uma nova habilitação do curso de Licenciatura em Educação Artística. Dança irá funcionar junto às habilitações de Artes Visuais e Artes Cênicas, todas voltadas para formação de professores. Ela afirma que a nova habilitação surgiu de uma demanda externa, da vontade de muitos profissionais que já atuavam na área.
“Os integrantes do Movimento de Dança Recife trouxeram a primeira idéia de formação do curso no Estado, e nós, depois de muito empenho, estamos conseguindo implantá-la”, diz. Reconhecendo as dificuldades, Rose Mary completa que foram planejadas duas formas de oferecer a habilitação: o modelo ideal e o modelo real. É com esse segundo que o curso vai começar.
A sala, segundo a coordenação do novo curso, acomoda 25 alunos com folga. Mas será feito um esforço para que todos os 30 estudantes possam ter aulas sem prejuízos. De acordo com o projeto Reuni, que irá expandir as vagas nas universidades federais nos próximos anos, estima-se que até 2010 uma nova sala seja construída por ano, totalizando quatro salas de dança. “O Centro de Artes surgiu em 1975, mas, hoje, inchou muito. Já ficamos sabendo que nosso departamento ocupará o espaço do curso de Música, que deve ganhar um novo prédio”, ressalta Rose Mary.
Cada um dos alunos terá parte do treinamento de bailarino ou coreógrafo. Eles não poderão ser considerados bailarinos porque a carga horária de aulas práticas e específicas para esses profissionais deveria ser bem maior do que a que a graduação oferecerá. O coordenador do curso, Arnaldo Siqueira, diz que uma formação universitária é uma boa base para quem quer seguir a carreira artística.
No total, 60% das disciplinas serão práticas e, 40%, teóricas, e haverá uma complementaridade entre as duas áreas. Serão aulas de estudo do corpo, expressão artística, dança prática, estudos críticos da dança, que podem englobar áreas da dança clássica ou contemporânea. Em relação aos professores capacitados para ofertar as disciplinas, hoje, só existe um: o coordenador do curso. Mas ele completa que, até o fim do ano, três novos professores devem chegar, especializados nas áreas de Teoria e História da Dança, Técnica de Dança e Dança e Educação. Em 2009, mais dois professores completarão o quadro de docentes para a primeira turma.
A participação de profissionais da Dança no curso deve ser muito intensa, inclusive com professores colaboradores. O diretor da Compassos Cia de Dança, Raimundo Branco, diz acreditar nisso. Ele defende que a habilitação qualifica o professor de Dança, no entanto, não deve excluir profissionais que já têm espaço consolidado no mercado e não possuem curso superior. “Para isso não acontecer, é fundamental a criação de uma legislação específica para a área, que trate, principalmente, do piso salarial da categoria, para que os professores não sejam explorados”, destaca.
Quanto às expectativas para o curso, Branco é otimista: “Tem muita gente boa que está inscrita para tentar uma vaga. E se o curso atender a essas pessoas com a qualidade que elas merecem, sairão excelentes profissionais da universidade”.
PREPARAÇÃO E FORMAÇÃO
A estudante Ailce Moreira, 21 anos, se prepara para realizar o sonho que surgiu há cerca de quatro anos: viver da dança. Sobre as disciplinas do curso, ela ainda não tem muitas informações, mas, diferente de muitos candidatos, tem a consciência de que se formará como professora de Dança e, não, como bailarina. “Para quem pretende ser bailarina, como eu, o curso universitário será uma ótima base. No entanto, não é o suficiente para formar esse profissional”.
A estudante Janaina Gomes está no sexto período de Artes Cênicas. Bailarina da Compassos Cia de Dança, a estudante ficou balançada para mudar de curso na universidade. Ela afirma que muitas cadeiras entre as duas habilitações são as mesmas ou parecidas, por isso, pretende se formar em cênicas, estudar disciplinas de dança e garantir o diploma nas duas áreas. “Até um tempo atrás, não havia perspectivas para quem era dessas duas profissões. Hoje, acredito que o mercado é a gente que faz. E a arte, em Recife, está fervendo.”, diz.
TESTE DE APTIDÃO
É importante que o candidato a uma das vagas saiba que o Teste de Aptidão para Dança é eliminatório. No dia 26 de outubro, cada candidato, individualmente, vai se apresentar para uma banca examinadora, composta por profissionais de Dança. Será um conjunto de atividades e exercícios corporais, acompanhados ou não de música, com o objetivo de avaliar o potencial do candidato para se expressar por meio da dança.

Os aspectos observados serão: postura, domínio corporal, ritmo, orientação espacial, percepção e memória do movimento, além de criatividade, comunicação e versatilidade. Passadas essa parte, o candidato poderá se sentir mais próximo de sua vaga.
CURSO: DançaDURAÇÃO: 4 anosHORÁRIO: NoiteVAGAS: 30 (1ª Entrada)
O QUE É: O curso estimula o desenvolvimento das competências críticas, metodológicas e criativas nos alunos, para que estes possam atuar prioritariamente na educação básica, agindo como formadores no campo do ensino da dança.MERCADO DE TRABALHO: Atua como professor em escolas e academias de dança, fundações e centros culturais, escolas públicas e privadas da educação básica.SALÁRIO: a partir de R$10 a hora/ aula (valores de hoje, pois ainda não existe curso superior de dança no Estado)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

UPE concede 10 mil isenções na taxa de inscrição ao Vestibular 2009

Da Redação do pe360graus.com
A Universidade de Pernambuco (UPE) anunciou, nesta segunda-feira (26), a abertura de 10 mil vagas para isentar vestibulandos carentes da taxa de inscrição no Vestibular 2009. De acordo com a renda familiar comprovada, os candidatos podem solicitar isenções de 25%, 50% ou 100% da taxa de inscrição.
As solicitações devem ser feitas através do site da UPE na Internet (
www.upenet.com.br) até a próxima sexta-feira (30). Ao todo, um quarto das isenções serão concedidas a candidatos cujas famílias ganham até um salário mínimo e meio (R$ 620,00). Estes candidatos terão isenção de 100% na taxa de inscrição.
Candidatos cujas famílias ganham até dois salários mínimos poderão ter 50% de isenção na taxa. Cinco mil isenções deste tipo serão concedidas. As outras 2,5 mil isenções serão de 25% do valor da taxa e serão dadas a candidatos cuja renda familiar estiver abaixo de quatro salários mínimos.
Além disso, a comissão de concursos da UPE (Conupe) também anunciou a abertura de 5.200 vagas para as escolas técnicas estaduais. Outras 2.700 vagas serão abertas para candidatos interessados em fazer cursos à distância, através da internet. As inscrições para concorrer às vagas nas escolas técnicas custam R$ 15 e prosseguem até 8 de julho. As inscrições podem ser feitas pelo site da UPE (
www.upenet.com.br).

sábado, 3 de maio de 2008

Aulão dia 10 de Maio

AULÃO PARA VESTIBULANDOS DIA 10 DE MAIO DAS 8H ÀS 12H NO AUDITÓRIO G2 DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO (UNICAP)- PROFESSORES:BRUNO HENRIQUE - FÍSICA;KATARINA BOTELHO - BIOLOGIA.
A UNICAP FICA NA RUA DO PRÍNCIPE 526, BOA - VISTA RECIFE-PE.O INGRESSO CUSTA R$ 1.00 (UM REAL)